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15/04/2009 - 17:23
Operação da polícia prende 48 em Italva e cidades vizinhas

Quarenta e oito pessoas, entre elas seis mulheres, todos suspeitos de envolvimento com o tráfico de entorpecentes nas cidades de Italva, Cardoso Moreira, São João do Paraíso e Porciúncula, foram presos nesta quarta-feira por policiais da 143ª DP – Itaperuna - com apoio de agentes da 5ª CRPI (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior). Além deles, dois adolescentes foram apreendidos. A operação começou logo pela manhã assustando alguns moradores que ainda dormiam e foram acordados pelas sirenes dos veículos da polícia. Em pouco mais de três horas todos os acusados já estavam capturados, até um que tentou evadir-se ao pressentir a aproximação dos policiais. Não houve qualquer disparo ou uso de força para cumprimento dos mandados de prisão.

A maioria dos presos reside em Italva - onde foi montado o ponto de concentração da operação no DPO - e foram presos em suas casas sem que nenhum deles reagisse à prisão. Com um dos acusados foi encontrado um computador e para a polícia o equipamento deve conter informações importantes para desvendar os meios de atuação da suposta quadrilha. O computador foi apreendido e será periciado.

Segundo o delegado responsável pela operação, batizada de “Operação Aleluia”, foram nove meses de investigações, período em que também foram feitas escutas telefônicas, procedimento esse devidamente autorizado pela Justiça. Além do computador, os policiais apreenderam dois revólveres, vários celulares e uma pequena quantidade de entorpecentes.

Os homens presos e que poderão responder por associação ao tráfico de entorpecentes, foram encaminhados para a Casa de Custódia de Itaperuna e as mulheres, sujeitas às penas do mesmo crime, foram conduzidas para a carceragem feminina de Campos dos Goytacaz (antigo presídio da ponte). Já os menores, foram entregues ao Juizado de Menores, onde ficarão à disposição da Justiça.

No momento todos se encontram sob prisão temporária por prazo de trinta dias, prazo este que poderá ser prorrogado a pedido da autoridade policial caso entenda necessário para prosseguir nas investigações, assim como alguns dos presos poderão ter a prisão revogada a pedido de seus advogados.

 

 

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