Apesar da aprovação e publicação da Lei 999/86 que, juridica e politicamente concretizou a emancipação de Italva, depois de vinte e dois anos ainda há quem conteste a independência da ex-capital do mármore, da cal, do cimento e tantas outras economias.
Para esses observadores críticos o município não atingiu as metas que deveria alcançar, tais como:
- desenvolvimento da saúde com a construção de um hospital público;
- desenvolvimento do transporte coletivo e interestadual com a construção de um terminal rodoviário;
- desenvolvimento da economia com a implantação de um polo industrial e consequentemente a criação de oportunidades de emprego;
- desenvolvimento da educação com a implantação do ensino superior no município através de faculdades;
- desenvolvimento ambiental com a instalação e funcionamento de uma usina de reciclagem e coleta seletiva de lixo nas ruas da cidade;
- desenvolvimento agrário com a regularização dos assentamentos do Estado, hoje desalojando dezenas de famílias;
- desenvolvimento da segurança pública com a instalação de umadelegacia de polícia;
- desenvolvimento cultural com a criação de um museu, a preservação do patrimônio histório municipal (por exemplo a Estação Ferroviária) e promoção de eventos que incentivem a música e a literatura, tais como os festivais e concursos;...
Enfim...em duas décadas Italva, para esses observadores, só conseguiu o status de Município e os governantes não tiveram iniciativas mais ousadas como as acima citadas, se limitando às atividades chamadas "feijão com arroz" da administração pública, quais sejam: calçamento de ruas, construção de postos de saúde, limpeza urbana, cesta básica, casas populares e outras práticas clientelistas muito comuns quando não se quer socializar uma comunidade e torná-la submissa ao poder. Por outro lado há aqueles que vêem na emancipação sinais evidentes de progresso, tais como: eletrificação rural; segundo grau gratuito, saneamento básico; instalação da Comarca; construção de quadras esportivas; creches; Apae; Associações de bairros; postos de serviços tais como Detran, INSS, Ministério do Trabalho etc.
Em meio a essa discussão o fato é que Italva, de fato, ainda é um desafio para qualquer prefeito que assumir o cargo. O italvense quer alguém que pense mais alto, que seja ousado, corajoso e independente para buscar diretamente na fonte os benefícios que o município precisa e não precisar ficar atrelado a esse ou aquele deputado, governador ou presidente por deixar para qualquer um desses a obrigação de "dar" a Italva aquilo que ela tem direito de possuir através de inicitiva própria.
Também reclama-se da atuação de vereadores que ao invés de exercerem suas funções de fiscais e legisladores, se enveredam por outras atividades que não lhe são devidas, tais como: transportadores de doentes, padrinhos de desempregados; doadores de alimentos para os famintos; taxistas para os viajantes sem transporte; enfim...o que se requer dos edis é a imparcialidade, a independência para que o cidadão, seu eleitor ou não, tenha a certeza de que o seu direito não será negociado ou o seu representate não irá se desviar de suas funções.